quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Das coisas que compro, mesmo sem saber usar.

Se eu te dissesse que não estou nem um pouco a fim de escrever o que estou escrevendo, tu o lerias?
E se eu dissesse que não tem a menor graça, que não vai acrescentar em nada à tua vida...?
Então tá. Se te importa tanto, lê!
Porque eu mesmo, quando terminar, não lerei.
Porque você me leva às praias desertas do meu pensamento e me inspira a voltar no tempo. Porque nem sempre estou onde gostaria de estar! Por quê? Porque nem sempre estou ao lado de você.

FLOR DA PELE

São sete e vinte. Resolvi escrever sobre coisas mais entendíveis a todos, sobre coisas como flores, por exemplo. Flores são um assunto que a maioria aprecia, se não me engano. Particularmente, nunca gostei muito de escrever sobre flores, mas se for o caso escrevo. Acho que há mais graça em ler algo que eu não consiga entender realmente o porquê daquilo, do que em ler coisas que me limitem, que digam de cara sobre o que estão falando. Na verdade eu tinha mesmo era resolvido parar de escrever, mas não consegui. Na verdade mesmo, tive vontade foi de escrever, sob esta folha de papel, com tinta branca para que ninguém mais lesse. "Ando tão à flor da pele que o meu desejo se confunde com a vontade de nem ser." Foi aquele beijo de novela, ou aquele brigadeiro, o que me deixou assim!
Teus cabelos longos eram mais escuros, Clara. Mas teus cabelos claros ainda são longos, tu não os corta. E a música parou por quê? Bati com o pé no som do carro, sem querer? "Meu amor, cadê você? Eu acordei, não tem ninguém ao lado". Um Copo-de-leite, sem açúcar, por favor, Magnólia - era esse o nome da professora do primário -, e Rosa, lembrei, era aquela mulher gorda que trabalhou lá em casa quando eu tinha oito anos. Cabreúva nunca trabalhou lá em casa, nem Biscoito, a mulher do Tavares. E tu, que me queimas com teus beijos vermelhos, és flor também? Não diria que és flor, diria que és mais, "Tu és bonita e graciosa, estátua majestosa!" E diria mais ainda se não fosse tão tarde e eu tivesse que sair agora. Já são sete e dez.

3 comentários:

Grupo cRISe disse...

A flor que brota no asfalto,a esperança...

Rodrigo; disse...

*.* pôxa cara,
gostei demais. "Agora já são 7 e 10"
se responde demaaais |,,|/


abraço!

EntreAtos disse...

Uma música,um escrito... Experimentos que trazem a grande procura por uma lógica que nem por todos é atingida,complexa e inquestionável...

Mui lindo,amor...