Sobe à cabeça o sangue, que já vem pelo caminho - pelas artérias -, borbulhando. O rosto queima, a face se torna rubra, o pensamento que desencadeou a sensação nova, afastado pela razão, insiste, reaparece. Decide-se, quer. Ofegante, com o corpo molhado e os braços rendidos aos caprichos da vontade, vai até o ponto que objetivara.
Toma conta de si a sensação de já não ser mais o que tinha sido até então. Quer conhecer-se, desvendar essas trilhas ocultas pessoais, que à sua disposição se abrem. Tudo é quente, rijo, rente. Tudo são cheiros, toques. Sente? Tudo é ali, onde está, nos seus próprios braços. Esquece que, em outros braços, os abraços hão de ser milhares, melhores. Esquece o resto, já que tudo está, unicamente, ali.
Aquilo não era tudo, era quase nada na verdade. Adolescente tem mania de achar que qualquer coisa é tudo. Mas acaba crescendo e percebe que tudo é bem mais que qualquer coisa. Enfim. Pensando bem, há quaisquer coisas que são tudo para pessoas que não as vêem como coisas quaisquer. Aquele dia na varanda, à lua, ao vento, aos beijos, por exemplo...
4 comentários:
o importante é ter saúde né Ari? o/
HAUHAUHAUAHUAHUAHUAHUA
Rodrigo, eu não to me contendo de rir aqui!
Já imaginou quando indicarem meu livro na lista do vestibular da Federal, heim! Os comentários dos professores
hauhaua (oooow criatura pretenciosa, eu!)
Relamente!! own menino pretencioso!! e de mente fertilíssima!
e como ele mesmo diz: essa "sepassância" dele me mataaaaaaaaaaaa!!
hauahuahuahuaha ;DD
mais ficou lindooo ;]
este texto provocou
em mim os mais primitivos
instintos =p
[kkkkkk]
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